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DOIS DE MAIO
DIA MUNDIAL CONTRA O BULLYING
A história por trás de uma data que nasceu em uma mesa, na solidão de uma madrugada.
GENEBRA — Organização Mundial Bullying Sem Fronteras
Há datas que nascem depois de anos de deliberações, congressos, votações e tratados.
E há outras que nascem de uma ideia.
O 2 de Maio, Dia Mundial contra o Bullying, pertence a esta segunda história.
Sua origem remonta a uma mesa de trabalho, entre os dias 30 de abril e 1º de maio de 2013, quando o Dr. Javier Miglino, fundador da Bullying Sin Fronteras, buscava uma resposta para milhões de crianças e adolescentes que sofriam bullying em diferentes partes do mundo.
Não havia uma grande cerimônia.
Não havia um governo por trás.
Não havia uma estrutura internacional preparada.
Havia papéis, reuniões, preocupação, cansaço e uma pergunta que se tornava cada vez mais difícil de responder:
Como proteger todas as crianças do mundo contra o bullying?
A resposta acabaria se transformando em uma data mundial.
O COMEÇO
A Bullying Sin Fronteras foi criada formalmente em 2 de maio de 2012 pelo Dr. Javier Miglino, advogado argentino e especialista em Direitos Humanos e proteção da infância.
Parte de sua trajetória profissional havia ocorrido em Paris, França, onde trabalhou junto a organizações vinculadas aos Direitos Humanos e à assistência a famílias refugiadas.
Essa experiência permitiu que ele conhecesse de perto o sofrimento de famílias que haviam sido obrigadas a abandonar seus lares e, especialmente, o de crianças e adolescentes.
Ao retornar à Argentina, Miglino reuniu uma equipe profissional interdisciplinar e começou a trabalhar sobre um problema que, segundo sua abordagem, não contava com uma resposta institucional internacional suficiente:
O BULLYING.
“Criaremos uma organização que levará ajuda a todas as escolas do mundo, por isso não terá fronteiras. Ela se chamará: Bullying Sin Fronteras”, disse Miglino.
A organização cresceu.
Chegaram colaboradores de diferentes países.
Chegaram testemunhos.
Chegaram pedidos de ajuda.
E, com o crescimento das redes sociais, começaram também a se multiplicar os casos de cyberbullying.
A violência já não estava limitada aos pátios e às salas de aula.
Ela havia começado a viajar pela internet.
UMA PERGUNTA QUE NÃO PODIA ESPERAR
Durante as reuniões internacionais da equipe de especialistas da Bullying Sin Fronteras surgiu uma preocupação cada vez maior.
As crianças e os adolescentes precisavam de ajuda.
Mas as soluções pareciam sempre lentas demais.
Miglino se recorda de uma daquelas discussões:
“Senhores: isso é inaceitável. A cada dia que passa, crianças e adolescentes estão morrendo em todas as partes do mundo. Não podemos esperar seis meses.”
E fez uma pergunta que se tornaria uma das frases centrais daquela história:
“O que aconteceria se seu filho ou sua filha sofresse bullying, de modo que sua vida estivesse em perigo? Você também pediria seis meses para ajudá-lo?”
A resposta ainda não existia.
Mas a busca havia começado.
“Senhores: isso é inaceitável. A cada dia que passa, crianças e adolescentes estão morrendo em todas as partes do mundo. Não podemos esperar seis meses.”
“O que aconteceria se seu filho ou sua filha sofresse bullying, de modo que sua vida estivesse em perigo? Você também pediria seis meses para ajudá-lo?”
30 DE ABRIL DE 2013: OS TRÊS VENENOS
Em 30 de abril de 2013, Miglino estava trabalhando sozinho em seu escritório.
Então viu, através de uma janela, uma mãe repreendendo seu filho, um menino de aproximadamente oito anos.
O menino estava sendo incomodado por outras crianças.
A mãe pedia que ele fosse forte, que enfrentasse aqueles que o perseguiam e que não se deixasse intimidar.
Ela chegou a dizer:
“O bullying não existe.”
Aquela cena provocou uma reflexão decisiva.
A criança que sofria bullying estava sozinha.
Talvez ninguém acreditasse nela.
Talvez ninguém soubesse como ajudá-la.
Até mesmo seus pais poderiam se sentir impotentes.
Ali surgiu o primeiro conceito:
A SOLIDÃO.
Depois surgiu o segundo.
A criança vítima de bullying não estava feliz.
A angústia poderia acompanhá-la durante todo o dia e durante toda a noite.
Poderia dormir mal.
Poderia deixar de comer.
Poderia começar a perder o sentido da própria vida.
A TRISTEZA.
E finalmente surgiu o terceiro.
A criança poderia ter medo de contar o que estava acontecendo.
Poderia temer uma bronca, uma repreensão ou uma humilhação.
E sabia que, no dia seguinte, seus agressores poderiam voltar.
O MEDO.
Miglino havia encontrado aquilo que procurava.
Segundo sua formulação:
“O bullying se alimenta de três venenos: a solidão, a tristeza e o medo.”
E então surgiu também a resposta:
“Onde houver solidão, tem que haver amigos.
Onde houver tristeza, tem que haver alegria.
Onde houver medo, tem que haver amigos; alegres, fortes, corajosos e poderosos.”
Junto com essa ideia, foram formuladas duas frases que passariam a fazer parte da identidade da Bullying Sin Fronteras:
“O bullying é um problema das crianças que deve ser resolvido pelos adultos.”
E:
“O bullying se alimenta de três venenos: a solidão, a tristeza e o medo.”
“Onde houver solidão, tem que haver amigos.
Onde houver tristeza, tem que haver alegria.
Onde houver medo, tem que haver amigos; alegres, fortes, corajosos e poderosos.”
A PERGUNTA IMPOSSÍVEL
Ainda faltava encontrar uma maneira de chegar a todas as crianças.
A reunião internacional seguinte da equipe estava prevista para quinta-feira, 2 de maio de 2013.
Mas havia um problema.
Como entrar em uma sala de aula?
Fazer isso fisicamente, sem autorização, poderia acarretar consequências civis e penais.
E, se fossem consideradas as aproximadamente centenas de milhões de salas de aula existentes no planeta, a resposta parecia impossível.
Miglino resumiu isso anos depois em uma pergunta:
“Como faço para que crianças e adolescentes que estão na Índia, na Colômbia, na Espanha, na África do Sul e na Austrália saibam que estamos diante de um inimigo mortal que pode matá-los?”
E acrescentou:
“As crianças precisam sentir que existem amigos no mundo, que as abraçam, que as amam e que se comprometem a cuidar delas. Quando vão para a escola, quando estão na escola e quando saem da escola.”
Era preciso encontrar algo capaz de entrar nas salas de aula sem atravessar fisicamente suas portas.
Então surgiu a lembrança de Mafalda.
“Como faço para que crianças e adolescentes que estão na Índia, na Colômbia, na Espanha, na África do Sul e na Austrália saibam que estamos diante de um inimigo mortal que pode matá-los?”
“As crianças precisam sentir que existem amigos no mundo, que as abraçam, que as amam e que se comprometem a cuidar delas. Quando vão para a escola, quando estão na escola e quando saem da escola.”
MAFALDA E A IDEIA QUE MUDOU TUDO
Durante sua permanência em Paris, Miglino se lembrou dos cadernos que seu filho Javier trazia, distribuídos gratuitamente pela Mairie de Paris aos estudantes.
Na contracapa daqueles cadernos aparecia Mafalda, a personagem criada pelo cartunista argentino Joaquín Lavado, Quino.
Aquela imagem produziu uma associação decisiva.
Uma criação argentina havia conseguido entrar nas salas de aula francesas.
Não precisava de autorização para visitar cada escola.
Não precisava que seu criador viajasse até lá.
Simplesmente estava presente.
E todos podiam vê-la.
Então surgiu a pergunta:
E se existisse algo que pudesse entrar simbolicamente em todas as salas de aula de todas as escolas do mundo?
Algo que pudesse abraçar as crianças, acompanhá-las e dizer-lhes que alguém estava pensando nelas.
A resposta começou a tomar forma.
Não seria um objeto.
Não seria uma pessoa.
Não seria necessário atravessar nenhuma porta.
Seria uma data.
Um dia do ano.
Um dia com uma mensagem.
Uma mensagem mundial.
UM DIA MUNDIAL CONTRA O BULLYING.
E então surgiu a data:
2 DE MAIO
1º DE MAIO DE 2013: A EMOÇÃO
Miglino contou posteriormente que teve a enorme sorte de estar completamente sozinho quando escreveu aquela frase.
Porque, quando terminou de escrevê-la, algumas lágrimas molharam o papel.
A ideia havia nascido.
Mas ainda não era mundial.
Naquele mesmo 1º de maio de 2013, enviou comunicações a mais de 30 mil organizações não governamentais de diferentes partes do mundo para anunciar a criação do:
“2 de Maio. Dia Mundial contra o Bullying.”
Faltavam apenas 24 horas para a primeira celebração.
E então começou a resposta.
O MUNDO RESPONDE
Segundo o relato de Miglino, aproximadamente 60 segundos depois de enviar os primeiros e-mails, chegou uma resposta da Coreia do Sul.
Depois chegaram outras.
Primeiro algumas.
Depois centenas.
Em seguida, milhares.
Chegaram adesões da Espanha, França, Brasil, Colômbia, Chile, Peru, Equador, México, Estados Unidos, Itália, Austrália, África do Sul, Costa do Marfim, Marrocos, Finlândia, Suécia, Noruega, Suíça, Dinamarca e Rússia, entre outros países.
Durante aquele dia, as mensagens continuaram chegando.
A iniciativa começava a viajar.
A ideia que havia nascido em uma mesa cheia de papéis começava a se transformar em uma realidade internacional.
2 DE MAIO DE 2013: O NASCIMENTO
Chegou o 2 de maio de 2013.
O computador permanecia ligado.
Havia centenas de mensagens.
Organizações de diferentes partes do mundo expressavam sua vontade de participar da celebração.
E, segundo o relato, a CNN e a CNN en Español divulgaram naquele dia a notícia por meio do jornalista Carlos Montero:
“Hoje, dois de maio, é o Dia Mundial contra o Bullying.”
A data acabava de iniciar sua trajetória.
Naquele momento ocorreu também a transformação simbólica que Miglino havia imaginado:
A amizade começou a substituir a solidão.
A alegria começou a vencer a tristeza.
A coragem começou a enfrentar o medo.
A ideia já não pertencia apenas a uma pessoa.
Começava a pertencer a todos aqueles que decidissem torná-la sua.
O LARANJA
Também nasceu um símbolo.
A cor escolhida para representar a luta contra o bullying foi o laranja.
Para a Bullying Sin Fronteras, o laranja representa força, alegria, confiança, esperança, perseverança e energia.
A organização decidiu transformá-lo em sua bandeira.
O LARANJA SERIA A COR DA LUTA CONTRA O BULLYING.
A CHEGADA À UNESCO
Em 2016, a iniciativa chegou à UNESCO, em Paris.
Segundo a história institucional da Bullying Sin Fronteras, a proposta foi analisada de maneira excepcionalmente rápida e aprovada em menos de 40 minutos.
O relato da organização compara essa velocidade com a história de outras efemérides internacionais, como o Dia Mundial do Rádio, cujo processo teria levado décadas.
Desde então, a Bullying Sin Fronteras apresentou o 2 de Maio como uma das grandes datas internacionais dedicadas à conscientização sobre o bullying.
Posteriormente, diferentes parlamentos e organizações de vários países aderiram à iniciativa.
ESPANHA, 2017
Em 2 de maio de 2017, o Senado da Espanha aderiu formalmente à iniciativa do:
“2 de Maio. Dia Mundial contra o Bullying.”
A Espanha passava assim a integrar institucionalmente a celebração da jornada contra o bullying.
180 PAÍSES
Com o passar dos anos, a iniciativa continuou se expandindo.
A Bullying Sin Fronteras afirma que, desde 2 de maio de 2022, a efeméride está presente em 180 países dos cinco continentes.
A mensagem começou a adotar diferentes nomes de acordo com o idioma:
Día Mundial contra el Bullying.
World Bullying Day.
Journée Mondiale contre le Harcèlement.
Uma mesma ideia.
Uma mesma data.
Uma mesma luta.
UM DIA DE CÓDIGO ABERTO
Desde sua origem, o Dia Mundial contra o Bullying foi concebido como uma jornada gratuita e aberta.
Não foi criado para cobrar direitos.
Não foi criado para gerar lucros.
A intenção declarada por seu criador foi que ninguém tivesse que pagar para celebrá-lo.
Que uma escola humilde pudesse comemorá-lo da mesma maneira que uma universidade.
Que pudesse ser celebrado em uma grande cidade ou em uma pequena comunidade.
Que se pudesse falar sobre bullying em qualquer idioma.
UMA DATA PARA TODOS.
O QUE AQUELE 2 DE MAIO DEIXOU
A resposta começou a aparecer nas salas de aula.
Canções.
Desenhos.
Poesias.
Peças de teatro.
Debates.
Cartazes.
Conversas entre professores e alunos.
Pais que começaram a perguntar.
Crianças que descobriram que não eram as únicas.
Segundo a Bullying Sin Fronteras, chegaram milhões de testemunhos de jovens e famílias em busca de ajuda diante de situações de bullying e cyberbullying.
A organização afirma que, ao longo dos anos, recebeu mais de 2 milhões de testemunhos de crianças e jovens que enfrentavam situações extremas relacionadas ao bullying, pensamentos de morte, autolesões, abandono escolar ou desejos de vingança.
Para a organização, esses testemunhos constituem parte da razão pela qual a data continua sendo necessária.
OS TRÊS VENENOS E SEUS ANTÍDOTOS
A história sempre retorna ao mesmo ponto:
SOLIDÃO.
TRISTEZA.
MEDO.
Na formulação de Miglino, esses três elementos podem aprofundar o sofrimento de quem sofre bullying.
Mas também existe uma resposta para cada um.
Para a solidão:
AMIZADE.
Para a tristeza:
ALEGRIA E ACOLHIMENTO.
Para o medo:
CORAGEM E PROTEÇÃO.
Por isso, a batalha não consiste apenas em punir o agressor.
Consiste também em impedir que a vítima fique sozinha.
O DIREITO À VIDA
Na visão de seu criador, a luta contra o bullying está relacionada a uma questão ainda mais profunda:
O DIREITO HUMANO À VIDA.
Miglino expressou isso da seguinte maneira:
“A partir de hoje, não dirão mais que a solidão, a tristeza e o medo venceram aquele jovem ou aquela criança. Dirão que houve pessoas corajosas que um dia disseram: Basta de violência!”
E acrescentou:
“Então e somente então poderemos dizer que lutamos para proteger o Primeiro Direito Humano, que é o Direito à Vida.”
A frase resume o sentido mais profundo que a organização atribui à data.
“A partir de hoje, não dirão mais que a solidão, a tristeza e o medo venceram aquele jovem ou aquela criança. Dirão que houve pessoas corajosas que um dia disseram: Basta de violência!”
“Então e somente então poderemos dizer que lutamos para proteger o Primeiro Direito Humano, que é o Direito à Vida.”
A BATALHA CONTINUA
O bullying existia antes de 2 de maio.
Existe depois de 2 de maio.
E ainda não foi derrotado.
Mas algo mudou.
Agora milhões de pessoas conhecem seu nome.
Milhões de estudantes sabem que existe uma jornada dedicada a combatê-lo.
Milhões de professores e famílias têm uma data para falar sobre o problema.
E milhões de crianças podem ouvir uma mensagem que, para quem sofre bullying, pode significar muito mais do que uma simples frase:
VOCÊ NÃO ESTÁ SOZINHO.
A MENSAGEM PARA OS AGRESSORES
Bullying não é uma “brincadeira de criança”.
Não é esperteza.
Não é uma tradição escolar.
Não é uma prova que uma criança deva suportar para se tornar forte.
É violência.
E quando essa violência continua na internet, pode se transformar em cyberbullying e se estender durante as 24 horas do dia.
Por isso, a luta deve alcançar as salas de aula, os lares e também o ciberespaço.
A mensagem é simples:
NÃO É ACEITÁVEL.
NÃO É TOLERÁVEL.
NÃO DEVE SER NORMALIZADO.
A CENA QUE ELE IMAGINOU
Uma criança no México chega à escola.
Olha para a lousa.
E encontra escrito:
2 DE MAIO
DIA MUNDIAL CONTRA O BULLYING
Na Argentina, outro estudante escreve uma redação.
Nos Estados Unidos, uma escola canta uma música.
Na Espanha, organiza-se uma feira.
Na França, as crianças fazem desenhos.
Na Itália, Alemanha, Japão, Coreia do Sul, Austrália, China, África do Sul ou Senegal, professores e estudantes falam sobre bullying.
Não importa se lá fora está chovendo.
Não importa se está frio.
Não importa se é dia ou noite em outra parte do planeta.
Naquele dia existe uma mensagem comum:
O BULLYING NÃO É ACEITÁVEL.
O MILAGRE DE UMA MESA
A história começou entre papéis.
Começou com cansaço.
Começou com perguntas.
Começou com uma janela.
Começou com uma mãe e uma criança.
Começou com a solidão de uma criança que sofria.
E daquela cena nasceu uma ideia capaz de atravessar fronteiras:
UM DIA PARA QUE AS CRIANÇAS SOUBESSEM QUE NÃO ESTAVAM SOZINHAS.
Não nasceu em um palácio.
Não nasceu em uma cúpula internacional.
Não nasceu por trás de uma grande instituição.
NASCEU EM UMA MESA.
Uma mesa cheia de papéis.
Uma mesa em uma sala silenciosa.
Uma mesa diante de uma janela.
Uma mesa onde alguém se perguntou como fazer para que uma criança vítima de bullying, em qualquer lugar do mundo, pudesse sentir que alguém estava ao seu lado.
E então surgiu uma data.
2 DE MAIO
DIA MUNDIAL CONTRA O BULLYING
PALAVRAS FINAIS
“Eu havia escolhido o dia dois de maio de cada ano porque se trata de um dia em que há aulas escolares no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul, no Oriente e no Ocidente. Um dia comum para ir à escola.
Eu imaginava então que uma criança no México chegava à escola e, na lousa, estava escrito: ‘Dia Mundial contra o Bullying’.
Na Argentina, era feita uma redação contra o bullying.
Nos Estados Unidos, cantava-se uma música.
Na Espanha, realizava-se uma feira.
Na França, havia desenhos.
E na Inglaterra, Itália, Alemanha, Coreia do Sul, Austrália, Tailândia, China, Japão, África do Sul e Senegal falava-se sobre bullying.
Dir-se-ia então que o bullying não é aceitável nem tolerável.
Todos juntos tornamos isso possível.”
Dr. Javier Miglino
Criador do 2 de Maio. Dia Mundial contra o Bullying
“Eu havia escolhido o dia dois de maio de cada ano porque se trata de um dia em que há aulas escolares no Hemisfério Norte e no Hemisfério Sul, no Oriente e no Ocidente. Um dia comum para ir à escola.
Eu imaginava então que uma criança no México chegava à escola e, na lousa, estava escrito: ‘Dia Mundial contra o Bullying’.
Na Argentina, era feita uma redação contra o bullying.
Nos Estados Unidos, cantava-se uma música.
Na Espanha, realizava-se uma feira.
Na França, havia desenhos.
E na Inglaterra, Itália, Alemanha, Coreia do Sul, Austrália, Tailândia, China, Japão, África do Sul e Senegal falava-se sobre bullying.
Dir-se-ia então que o bullying não é aceitável nem tolerável.
Todos juntos tornamos isso possível.”
Criador do 2 de Maio. Dia Mundial contra o Bullying
EPÍLOGO
Talvez por isso a origem do 2 de Maio conserve algo de lenda.
Uma data que nasceu de uma preocupação.
Uma preocupação que se transformou em uma pergunta.
Uma pergunta que se transformou em uma ideia.
Uma ideia que se transformou em um chamado.
E um chamado que hoje percorre o mundo.
Desde aquela mesa de abril de 2013 até as salas de aula que todos os anos voltam a lembrar a data, a mensagem permanece:
ONDE HOUVER SOLIDÃO, QUE HAJA AMIZADE.
ONDE HOUVER TRISTEZA, QUE HAJA ALEGRIA.
ONDE HOUVER MEDO, QUE HAJA CORAGEM.
Porque o bullying pode existir.
Pode mudar de forma.
Pode passar da escola para o telefone e do telefone para as redes sociais.
Mas diante dele existe uma resposta humana que romperá fronteiras:
Vamos ouvir você, acompanhar você, defender você. Você não estará sozinho.
Assim nasceu, segundo a história da Bullying Sin Fronteras, o 2 de Maio. Dia Mundial contra o Bullying.
Dr. Javier Miglino
Fundador da Bullying Sin Fronteras
Criador do 2 de Maio. Dia Mundial contra o Bullying
Si querés, también puedo preparar una versión brasileña más periodística y contundente, manteniendo íntegramente la historia pero con un portugués más natural para publicación en medios de Brasil.
Fundador da Bullying Sin Fronteras
Criador do 2 de Maio. Dia Mundial contra o Bullying
DOS DE MAYO
DÍA MUNDIAL CONTRA EL BULLYING
La historia detrás de una fecha que nació en una mesa, en la soledad de una madrugada
GINEBRA — Organización Mundial Bullying Sin Fronteras
Hay fechas que nacen después de años de deliberaciones, congresos, votaciones y tratados.
Y hay otras que nacen de una idea.
El 2 de Mayo, Día Mundial contra el Bullying, pertenece a esta segunda historia.
Su origen se remonta a una mesa de trabajo, entre los días 30 de abril y 1 de mayo de 2013, cuando el Dr. Javier Miglino, fundador de Bullying Sin Fronteras, buscaba una respuesta para millones de niños y adolescentes que sufrían acoso escolar en distintas partes del mundo.
No había una gran ceremonia.
No había un gobierno detrás.
No había una estructura internacional preparada.
Había papeles, reuniones, preocupación, cansancio y una pregunta que se hacía cada vez más difícil de responder:
¿Cómo proteger a todos los chicos del mundo del bullying?
La respuesta terminaría convirtiéndose en una fecha mundial.
EL COMIENZO
Bullying Sin Fronteras había sido creada formalmente el 2 de mayo de 2012 por el Dr. Javier Miglino, abogado argentino y especialista en Derechos Humanos y protección de la niñez.
Parte de su trayectoria profesional había transcurrido en París, Francia, donde trabajó junto a organizaciones vinculadas con los Derechos Humanos y la asistencia a familias refugiadas.
Aquella experiencia le permitió conocer de cerca el sufrimiento de familias que habían debido abandonar sus hogares y, especialmente, el de niños y adolescentes.
Al regresar a la Argentina, Miglino reunió un equipo profesional interdisciplinario y comenzó a trabajar sobre un problema que, según su planteo, carecía de una respuesta institucional internacional suficiente:
EL BULLYING.
"Crearemos una organización que lleve ayuda a todas las escuelas del mundo, por eso no tendrá fronteras. Se llamará: Bullying Sin Fronteras", dijo Miglino.
La organización creció.
Llegaron colaboradores de distintos países.
Llegaron testimonios.
Llegaron pedidos de ayuda.
Y, con el crecimiento de las redes sociales, comenzaron a multiplicarse también los casos de ciberbullying.
La violencia ya no estaba limitada a los patios y las aulas.
Había comenzado a viajar por internet.
UNA PREGUNTA QUE NO PODÍA ESPERAR
Durante las reuniones internacionales del equipo de especialistas de Bullying Sin Fronteras surgió una preocupación cada vez mayor.
Los niños y adolescentes necesitaban ayuda.
Pero las soluciones parecían siempre demasiado lentas.
Miglino recuerda una de aquellas discusiones:
“Señores: esto es inaceptable. Cada día que pasa están muriendo niños, niñas y adolescentes en todas partes del mundo. No podemos esperar seis meses.”
Y planteó una pregunta que se convertiría en una de las frases centrales de aquella historia:
“¿Qué pasaría si tu hijo o tu hija sufriera bullying, de modo que su vida estuviera en peligro? ¿También pedirías seis meses para ayudarlo?”
La respuesta todavía no existía.
Pero la búsqueda había comenzado.
30 DE ABRIL DE 2013: LOS TRES VENENOS
El 30 de abril de 2013, Miglino se encontraba trabajando solo en su estudio.
Entonces vio desde una ventana a una madre que reprendía a su hijo, un niño de aproximadamente ocho años.
El niño estaba siendo molestado por otros chicos.
La madre le pedía que fuera fuerte, que enfrentara a quienes lo acosaban y que no se dejara intimidar.
Incluso le dijo:
“El bullying no existe.”
Aquella escena produjo una reflexión decisiva.
El niño que sufría bullying estaba solo.
Tal vez nadie le creía.
Tal vez nadie sabía cómo ayudarlo.
Incluso sus padres podían sentirse impotentes.
Allí apareció el primer concepto:
LA SOLEDAD.
Después apareció el segundo.
El niño acosado no estaba feliz.
La angustia podía acompañarlo durante todo el día y durante toda la noche.
Podía dormir mal.
Podía dejar de comer.
Podía comenzar a perder el sentido de su propia vida.
LA TRISTEZA.
Y finalmente apareció el tercero.
El niño podía tener miedo de contar lo que estaba sucediendo.
Podía temer un reto, una reprimenda o una humillación.
Y sabía que al día siguiente sus agresores podían volver.
EL MIEDO.
Miglino había encontrado aquello que buscaba.
Según su formulación:
“El bullying se nutre de tres venenos: la soledad, la tristeza y el miedo.”
Y entonces apareció también la respuesta:
“Donde hay soledad, tiene que haber amigos.
Donde hay tristeza, tiene que haber alegría.
Donde hay miedo, tiene que haber amigos; alegres, fuertes, valientes y poderosos.”
Junto con esta idea quedaron formuladas dos consignas que pasarían a formar parte de la identidad de Bullying Sin Fronteras:
“El bullying es un problema de chicos que deben resolver los grandes.”
Y:
“El bullying se nutre de tres venenos: la soledad, la tristeza y el miedo.”
LA PREGUNTA IMPOSIBLE
Todavía faltaba encontrar la manera de llegar a todos los niños.
La siguiente reunión internacional del equipo estaba prevista para el jueves 2 de mayo de 2013.
Pero había un problema.
¿Cómo ingresar en un aula?
Hacerlo físicamente, sin autorización, podría acarrear consecuencias civiles y penales.
Y si se pensaba en las aproximadamente cientos de millones de aulas que existen en el planeta, la respuesta parecía imposible.
Miglino lo resumió años después en una pregunta:
“¿Cómo hago que chicos y adolescentes que están en la India, en Colombia, en España, en Sudáfrica y en Australia sepan que estamos ante un enemigo mortal que puede matarlos?”
Y agregó:
“Los chicos tienen que sentir que hay amigos en el mundo, que los abrazan, que los quieren y que se comprometen a cuidarlos. Cuando van para la escuela, cuando están en la escuela y cuando salen de la escuela.”
Había que encontrar algo capaz de entrar en las aulas sin atravesar físicamente sus puertas.
Entonces apareció el recuerdo de Mafalda.
MAFALDA Y LA IDEA QUE CAMBIÓ TODO
Durante su permanencia en París, Miglino recordó los cuadernos que traía su hijo Javier, entregados gratuitamente por la Mairie de Paris a los estudiantes.
En la contratapa de aquellos cuadernos aparecía Mafalda, el personaje creado por el dibujante argentino Joaquín Lavado, Quino.
Aquella imagen produjo una asociación decisiva.
Una creación argentina había conseguido entrar en las aulas francesas.
No necesitaba permiso para visitar cada escuela.
No necesitaba que su creador viajara hasta allí.
Simplemente estaba.
Y todos podían verla.
Entonces surgió la pregunta:
¿Y si existiera algo que pudiera entrar simbólicamente en todas las aulas de todas las escuelas del mundo?
Algo que pudiera abrazar a los chicos, acompañarlos y decirles que alguien estaba pensando en ellos.
La respuesta comenzó a tomar forma.
No sería un objeto.
No sería una persona.
No sería necesario atravesar ninguna puerta.
Sería una fecha.
Un día del año.
Un día con una consigna.
Una consigna mundial.
UN DÍA MUNDIAL CONTRA EL BULLYING.
Y entonces apareció la fecha:
2 DE MAYO
1 DE MAYO DE 2013: LA EMOCIÓN
Miglino contó posteriormente que tuvo la enorme fortuna de encontrarse completamente solo cuando escribió aquella frase.
Porque cuando terminó de hacerlo, algunas lágrimas mojaron el papel.
La idea había nacido.
Pero todavía no era mundial.
Ese mismo 1 de mayo de 2013, envió comunicaciones a más de 30.000 organizaciones no gubernamentales de distintos lugares del mundo para anunciar la creación del:
“2 de Mayo. Día Mundial contra el Bullying.”
Faltaban solamente 24 horas para la primera celebración.
Y entonces comenzó la respuesta.
EL MUNDO RESPONDE
Según el relato de Miglino, aproximadamente 60 segundos después de enviar los primeros correos, llegó una respuesta desde Corea del Sur.
Después llegaron otras.
Primero algunas.
Luego cientos.
Después miles.
Llegaron adhesiones desde España, Francia, Brasil, Colombia, Chile, Perú, Ecuador, México, Estados Unidos, Italia, Australia, Sudáfrica, Costa de Marfil, Marruecos, Finlandia, Suecia, Noruega, Suiza, Dinamarca y Rusia, entre otros países.
Durante aquel día continuaron llegando mensajes.
La iniciativa comenzaba a viajar.
La idea que había nacido en una mesa llena de papeles comenzaba a transformarse en una realidad internacional.
2 DE MAYO DE 2013: EL NACIMIENTO
Llegó el 2 de mayo de 2013.
La computadora permanecía encendida.
Había cientos de mensajes.
Organizaciones de distintas partes del mundo expresaban su voluntad de incorporarse a la celebración.
Y, según el relato, CNN y CNN en Español difundieron ese día la noticia a través del periodista Carlos Montero:
“Hoy, dos de mayo, es el Día Mundial contra el Bullying.”
La fecha acababa de comenzar su recorrido.
En aquel momento ocurrió también la transformación simbólica que Miglino había imaginado:
La amistad comenzó a desplazar a la soledad.
La alegría comenzó a vencer a la tristeza.
El valor comenzó a enfrentar al miedo.
La idea ya no pertenecía solamente a una persona.
Comenzaba a pertenecer a todos aquellos que decidieran hacerla suya.
EL NARANJA
También nació un símbolo.
El color elegido para representar la lucha contra el bullying fue el naranja.
Para Bullying Sin Fronteras, el naranja representa fuerza, alegría, confianza, esperanza, perseverancia y energía.
La organización decidió convertirlo en su bandera.
EL NARANJA SERÍA EL COLOR DE LA LUCHA CONTRA EL BULLYING.
LA LLEGADA A LA UNESCO
En 2016, la iniciativa llegó a la UNESCO en París.
Según la historia institucional de Bullying Sin Fronteras, el planteo fue tratado excepcionalmente rápido y aprobado en menos de 40 minutos.
El relato de la organización compara aquella velocidad con la historia de otras efemérides internacionales, como el Día Mundial de la Radio, cuyo proceso habría demandado décadas.
Desde entonces, Bullying Sin Fronteras presentó el 2 de Mayo como una de las grandes fechas internacionales dedicadas a la concientización sobre el acoso escolar.
Posteriormente, distintos parlamentos y organizaciones de diferentes países se sumaron a la iniciativa.
ESPAÑA, 2017
El 2 de mayo de 2017, el Senado de España se sumó formalmente a la iniciativa del:
“2 de Mayo. Día Mundial contra el Bullying.”
España se incorporaba así institucionalmente a la celebración de la jornada contra el acoso escolar.
180 PAÍSES
Con el paso de los años, la iniciativa continuó expandiéndose.
Bullying Sin Fronteras sostiene que desde el 2 de mayo de 2022, la efeméride está presente en 180 países de los cinco continentes.
El mensaje comenzó a adoptar diferentes nombres según el idioma:
Día Mundial contra el Bullying.
World Bullying Day.
Journée Mondiale contre le Harcèlement.
Una misma idea.
Una misma fecha.
Una misma lucha.
UN DÍA DE CÓDIGO ABIERTO
Desde su origen, el Día Mundial contra el Bullying fue concebido como una jornada gratuita y abierta.
No fue creado para cobrar derechos.
No fue creado para generar ganancias.
La intención declarada por su creador fue que nadie tuviera que pagar para celebrarlo.
Que una escuela humilde pudiera conmemorarlo igual que una universidad.
Que pudiera celebrarse en una gran ciudad o en una pequeña comunidad.
Que pudiera hablarse del bullying en cualquier idioma.
UNA FECHA PARA TODOS.
LO QUE DEJÓ AQUEL 2 DE MAYO
La respuesta comenzó a aparecer en las aulas.
Canciones.
Dibujos.
Poesías.
Obras de teatro.
Debates.
Carteles.
Conversaciones entre docentes y alumnos.
Padres que comenzaron a preguntar.
Niños que descubrieron que no eran los únicos.
Según Bullying Sin Fronteras, llegaron millones de testimonios de jóvenes y familias buscando ayuda frente a situaciones de bullying y ciberbullying.
La organización sostiene que, a lo largo de los años, recibió más de 2 millones de testimonios de niños y jóvenes que atravesaban situaciones extremas vinculadas con bullying, pensamientos de muerte, autolesiones, abandono escolar o deseos de tomar represalias.
Para la organización, esos testimonios constituyen parte de la razón por la cual la fecha continúa siendo necesaria.
LOS TRES VENENOS Y SUS ANTÍDOTOS
La historia vuelve siempre al mismo punto:
SOLEDAD.
TRISTEZA.
MIEDO.
En la formulación de Miglino, esos tres elementos pueden profundizar el sufrimiento de quien padece bullying.
Pero también existe una respuesta para cada uno.
A la soledad:
AMISTAD.
A la tristeza:
ALEGRÍA Y ACOMPAÑAMIENTO.
Al miedo:
VALOR Y PROTECCIÓN.
Por eso la batalla no consiste solamente en castigar al agresor.
Consiste también en evitar que la víctima quede sola.
EL DERECHO A LA VIDA
En la visión de su creador, la lucha contra el bullying está vinculada con una cuestión todavía más profunda:
EL DERECHO HUMANO A LA VIDA.
Miglino lo expresó de esta manera:
“A partir de hoy, ya no dirán que la soledad, la tristeza y el miedo pudieron con ese joven o ese niño. Dirán que hubo valientes que un día dijeron: ¡Basta a la violencia!”
Y agregó:
“Entonces y solo entonces podremos decir que luchamos por proteger el Primer Derecho Humano, que es el Derecho a la Vida.”
La frase resume el sentido más profundo que la organización atribuye a la fecha.
LA BATALLA CONTINÚA
El bullying existía antes del 2 de mayo.
Existe después del 2 de mayo.
Y todavía no ha sido derrotado.
Pero algo cambió.
Ahora millones de personas conocen su nombre.
Millones de estudiantes saben que existe una jornada dedicada a combatirlo.
Millones de docentes y familias tienen una fecha para hablar del problema.
Y millones de niños pueden escuchar un mensaje que, para quien sufre acoso, puede significar mucho más que una simple frase:
NO ESTÁS SOLO.
EL MENSAJE PARA LOS ACOSADORES
El bullying no es una “chiquilinada”.
No es una viveza.
No es una tradición escolar.
No es una prueba que un niño deba soportar para hacerse fuerte.
Es violencia.
Y cuando esa violencia continúa en internet, puede transformarse en ciberbullying y extenderse durante las 24 horas del día.
Por eso la lucha debe alcanzar las aulas, los hogares y también el ciberespacio.
El mensaje es simple:
NO ES ACEPTABLE.
NO ES TOLERABLE.
NO DEBE SER NORMALIZADO.
LA ESCENA QUE IMAGINÓ
Un niño en México llega a la escuela.
Mira la pizarra.
Y encuentra escrito:
2 DE MAYO
DÍA MUNDIAL CONTRA EL BULLYING
En Argentina, otro estudiante escribe una redacción.
En Estados Unidos, una escuela canta una canción.
En España, se organiza una feria.
En Francia, los chicos hacen dibujos.
En Italia, Alemania, Japón, Corea del Sur, Australia, China, Sudáfrica o Senegal, docentes y estudiantes hablan del bullying.
No importa si afuera llueve.
No importa si hace frío.
No importa si es de día o de noche en otra parte del planeta.
Ese día existe un mensaje común:
EL BULLYING NO ES ACEPTABLE.
EL MILAGRO DE UNA MESA
La historia comenzó entre papeles.
Comenzó con cansancio.
Comenzó con preguntas.
Comenzó con una ventana.
Comenzó con una madre y un niño.
Comenzó con la soledad de un chico que sufría.
Y de aquella escena nació una idea capaz de cruzar fronteras:
UN DÍA PARA QUE LOS NIÑOS SUPIERAN QUE NO ESTABAN SOLOS.
No nació en un palacio.
No nació en una cumbre internacional.
No nació detrás de una gran institución.
NACIÓ EN UNA MESA.
Una mesa llena de papeles.
Una mesa en una habitación silenciosa.
Una mesa frente a una ventana.
Una mesa donde alguien se preguntó cómo hacer para que un niño acosado en cualquier lugar del mundo pudiera sentir que alguien estaba de su lado.
Y entonces apareció una fecha.
2 DE MAYO
DÍA MUNDIAL CONTRA EL BULLYING
PALABRAS FINALES
“Había elegido el dos de mayo de cada año porque se trata de un día en el que hay clases escolares en el Hemisferio Norte y el Hemisferio Sur, en Oriente y Occidente. Un día común para ir a la escuela.
Imaginaba entonces que un chico en México llegaba a clases y en la pizarra decía: ‘Día Mundial Contra el Bullying’.
En Argentina se hacía una redacción contra el bullying.
En Estados Unidos se cantaba una canción.
En España se hacía una feria.
En Francia había dibujos.
Y en Inglaterra, Italia, Alemania, Corea del Sur, Australia, Tailandia, China, Japón, Sudáfrica y Senegal se hablaba del bullying.
Se diría entonces que el bullying no es aceptable ni tolerable.
Todos juntos lo hicimos posible.”
Dr. Javier Miglino
Creador del 2 de Mayo. Día Mundial contra el Bullying
EPÍLOGO
Quizás por eso el origen del 2 de Mayo conserva algo de leyenda.
Una fecha que nació de una preocupación.
Una preocupación que se convirtió en una pregunta.
Una pregunta que se convirtió en una idea.
Una idea que se convirtió en una convocatoria.
Y una convocatoria que hoy recorre el mundo.
Desde aquella mesa de abril de 2013 hasta las aulas que cada año vuelven a recordar la fecha, el mensaje permanece:
DONDE HAYA SOLEDAD, QUE HAYA AMISTAD.
DONDE HAYA TRISTEZA, QUE HAYA ALEGRÍA.
DONDE HAYA MIEDO, QUE HAYA VALOR.
Porque el bullying puede existir.
Puede cambiar de forma.
Puede pasar de la escuela al teléfono y del teléfono a las redes.
Pero frente a él existe una respuesta humana que romperá fronteras:
Te vamos a escuchar, a acompañar, a defender. No vas a estar solo.
Así nació, según la historia de Bullying Sin Fronteras, el 2 de Mayo. Día Mundial contra el Bullying.
Dr. Javier Miglino
Fundador de Bullying Sin Fronteras
Creador del 2 de Mayo. Día Mundial contra el Bullying
Organización Mundial Bullying Sin Fronteras
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